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Como anda a gestão financeira de sua empresa de saúde? (Leia isso)

Isakc Moura 0

Lidar com a gestão financeira de uma empresa de qualquer setor e mercado não costuma ser uma tarefa das mais fáceis.

As empresas desse setor estão em pleno crescimento. Conforme os dados da Fehoesp (Federação dos Hospitais dos Estado de São Paulo), o setor da saúde chega a movimentar R$ 161 Bilhões por ano, e teve um aumento de 47% no faturamento nos últimos 4 anos.

O setor hospitalar e da saúde foi, inclusive, o que mais necessitou de análises de atos de concentração no Conselho Administrativo de Defesa Econômica, o Cade. Foram 29 operações enviadas às autoridades antitruste.

Os desafios de quem gere uma instituição no setor da saúde são vários.

São contas a pagar em dias certos e tomando cuidados para não arcar com juros.

Preparar folha salarial para os membros da equipe dessa empresa de saúde.

Atentar-se para a compra de materiais e equipamentos necessários para o trabalho dentro da empresa, gerenciar investimentos, riscos financeiros com a tomada de crédito para a expansão do negócio.

A gestão financeira é ainda mais complicada quando é o dono da própria empresa que cuida das finanças.

O motivo dessa afirmação é que existem algumas sutilezas e detalhes numa empresa de saúde que tornam as finanças mais difíceis de lidar. Além disso, ter experiência prévia em trabalhar com finanças e gestão de recursos não só é bem-vinda como até mesmo recomendada para a pessoa que vai cuidar dessa área da empresa.

Assim, o ideal seria que o negócio tivesse um profissional na área encarregado de tal função. Uma pessoa formada em administração, economia, ciências contábeis, etc.

Porém, a contratação de um profissional com essa formação pode não ser viável financeiramente no início, principalmente enquanto a empresa ainda não está consolidada.

É algo delicado, pois talvez seja justamente no começo de uma empresa de saúde que um profissional capacitado para cuidar das finanças se faça tão necessário.

Mesmo assim, alguém precisará fazer essa gestão de finanças na empresa.

E este conteúdo destina-se a ajudar essa pessoa, que é você.

Nas linhas seguintes, veremos alguns pontos básicos, mas eficientes, para gerir os recurso financeiros de uma empresa de saúde.

Este pequeno guia irá ajudá-lo a entender como cuidar do dinheiro da empresa.

Então acompanhe atentamente.

Comece assimilando uma noção geral da empresa no que compete ao lado financeiro

Você que está assumindo a gestão financeira da sua empresa de saúde, acredita que a primeira coisa que deve fazer é criar a política de gastos da clínica ou consultório?

Então saiba agora que isso está errado.

É vital para o sucesso da gestão financeira de uma empresa de qualquer setor, e mais ainda de saúde, que não se modifique nada no começo.

Bom, até que o responsável pela gestão faça um levantamento da situação fiscal e financeira da empresa.

Além disso, ele também precisa, antes de começar o trabalho prático, aprender o máximo possível sobre gestão de finanças. Preferencialmente, fazendo programas de treinamento ou algum curso na área, para se familiar com o trabalho antes de colocar a mão na massa.

Uma vez que esse aprendizado foi feito, o trabalho realmente prático pode começar.

Realizando o primeiro levantamento da saúde financeira do negócio

É recomendável que durante o primeiro mês de gestão seja dado máximo cuidado à tarefa de levantar os dados sobre o balanço financeiro da empresa.

Identificar o quanto entra de receita, assim como o quanto de dinheiro é gasto com as despesas do negócio.

Também é preciso saber quanto vai para cada setor da empresa de saúde.

Então se, por exemplo, está sendo feito o levantamento financeiro de uma clínica médica, saber quanto vai para compras de materiais, despesas com água, luz, internet, e com a folha de pagamentos, não só é necessário, como…

É algo que simplesmente não pode ser negligenciado, deixado para fazer em outro momento.

Afinal, é esse levantamento que vai fornecer as informações essenciais para que o gestor financeiro saiba quanto tem em caixa, quanto e onde serão feitos os gastos os recursos da clínica.

Entendendo o orçamento: vital para a empresa e imprescindível em uma gestão financeira de sucesso

A elaboração de um orçamento é fundamental toda vez que um planejamento financeiro está em pauta.

E essa tarefa deve ser uma das primeiras ações práticas de um gestor financeiro em toda e qualquer empresa.

Um orçamento é formado a partir da coleta de dados e previsões de receitas futuras e despesas estimadas dentro de um certo período de tempo.

Para resumir e ajudar as pessoas mais leigas e que estão começando a aprender sobre gestão financeira, trata-se do seguinte.

  1. Realizar o levantamento das receitas, os ganhos, da empresa dentro um período de tempo. Como um mês, por exemplo;
  2. Fazer uma relação das despesas que a empresa terá no mesmo período onde serão levantadas as receitas;
  3. Avaliar se o balanço entre as receitas e despesas irão gerar um resultado positivo ou negativo ao fim do período medido pelo orçamento.

Colocando de forma mais completa, ao lançar simultaneamente receitas e despesas em um período de tempo, sabe-se se a empresa fechou esse período tendo lucro ou prejuízo.

E detalhe, é muito fácil acabar no prejuízo, mesmo com um fluxo de trabalho a todo vapor na empresa.

Felizmente, existem instrumentos controladores de orçamento (caixa) que podem ser muito bem empregados para dar os primeiros passos na gestão financeira da empresa da forma correta.

São instrumentos que permitem que se ajuste o orçamento de forma que a empresa não tenha problemas com dinheiro.

Vamos conhecer um deles a seguir, que é o fluxo de caixa. Continue com atenção a leitura.

Fluxo de caixa: o que é e como utilizá-lo corretamente na gestão

Um fluxo de caixa é uma extensão bem mais aprofundada do conceito de orçamento.

Ela prega um controle e registro maior e mais cuidadoso a respeito do dinheiro que entra e sai da empresa no dia a dia.

Um detalhe muito importante ao se trabalhar com o fluxo de caixa é ter as datas de fluxos perfeitamente conhecidas pelo gestor.

Essas datas nada mais são que os dias do calendário onde – de certo – entra ou sai dinheiro da empresa.

Datas como dia de pagamento de funcionários, fornecedores, etc, podem ser marcadas como datas de saída de receita. E datas onde é a empresa quem recebe pagamentos podem ser marcadas como datas de entrada.

Mesmo que marcar essas datas e ficar sempre de olho nelas possa não parecer tão crucial, tal registro é muito importante para a operação da empresa.

Em especial ao capital de giro da empresa, onde as datas é que vão nortear os momentos onde investimentos na clínica serão feitos. Datas que também vão determinar quando a empresa tomará crédito de um modo saudável, onde o risco de sofrer com taxas de juros por atraso sejam eliminados.

Assim, será muito mais difícil que a sua clínica se encontre no vermelho ou sem condições mínimas para investir.

Claro, isso não é uma garantia total contra a falta de dinheiro para operação da clínica em períodos muito curtos.

Por isso, um pouco mais a frente neste conteúdo vamos ver uma prática que elimina em 99% das chances de faltar dinheiro para a operação da clínica. Fique atento.

Conte com um bom parceiro para ajudar você com seu negócio

Uma grande dica para manter a gestão financeira em dia é ter fornecedores que cumpram prazos sempre em dia.

Para que sua clínica obtenha mais sucesso e seja referência no mercado, é essencial que você busque bons parceiros e distribuidores.

Assim, toda cadeia de atendimento e entrega funcionará como deve ─ e a satisfação será garantida.

É nesse contexto que a Biotecmed pode ajudar você…

Nossa missão é distribuir materiais e equipamentos para salvar vidas e manter a integridade física das pessoas, garantindo que nossos clientes fiquem satisfeitos com a qualidade do nosso serviço e atendimento.

Temos nos consolidado como referência na distribuição de materiais e equipamentos para saúde, pela qualidade no serviço, investimento contínuo em tecnologia e soluções logísticas.

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Quando for o gestor financeiro ou dono, saiba separar o que é seu e o que é da empresa

Você alguma vez já ouviu falar sobre o pró-labore?

Bom, se nunca ouviu falar dele, é melhor ir se habituando caso você seja o dono da clínica  da qual esteja cuidando da parte administrativa.

Ou também se for um sócio da clínica que está trabalhando ativamente no negócio.

Pró-labore é o termo em latim para “pelo trabalho”, e é utilizado para designar a remuneração devida para cada sócio-administrador de uma empresa. É também conhecido como o salário do chefe da empresa.

O pró-labore existe para cumprir duas finalidades muito importantes numa empresa.

A primeira é de garantir que o dono e sócios de uma empresa tenha algum tipo de retorno mais imediato do investimento. E a segunda das finalidades é servir como instrumento de garantia para que hajam recursos para fazer investimentos no negócio.

Vamos destrinchar e entender ambas as finalidades.

Começando pela primeira, é importante que mesmo os donos e sócios da empresa, e que trabalham dentro da companhia, ganhem algum salário.

Principalmente no começo do empreendimento, pois é justamente onde a carga de investimentos para pôr a coisa pra funcionar é proporcionalmente maior.

Afinal, é justamente no começo da empresa que os investimentos realizados tomam mais tempo para darem retorno.

É o chamado Payback.

Assim, com o pró-labore, garante-se que as pessoas que estão investindo capital e também trabalho no negócio tenham um ganho sobre o faturamento da empresa. Mesmo que ela ainda não esteja dando muitos lucros.

Já a sua segunda finalidade é colocar uma “trava” de reembolsos para dono e sócios quando as coisas estão indo muito bem.

Essa trava é necessária porque alguns empreendedores, principalmente os menos experientes, não tem uma visão de dinheiro da empresa/ meu dinheiro bem definida. Ou pode estar estabelecida de modo incorreto.

Essa é uma visão que faz com que alguns cometam o erro de reembolsar dinheiro do lucro com muita facilidade, deixando de lado até mesmo os recursos para manutenção e reinvestimentos.

Algumas vezes, esses reembolsos são tirados do próprio faturamento bruto da empresa, sem que antes seja analisado se o negócio teve lucro ou prejuízo no mês em questão.

Com o pró-labore, esses empreendedores possuem uma quantia certa para receber mensalmente. Sem comprometer o gerenciamento financeiro e reinvestimentos da empresa, e ainda assim vendo de cara os frutos do seu trabalho.

Reservas econômicas são fundamentais para a saúde financeira e crescimento da clínica

Ter uma reserva financeira, algo como um fundo de emergência, é algo extremamente recomendado.

Tanto para empresas, como para pessoas que estão tentando organizar seu dinheiro de uma forma melhor.

Falando de negócios, as reservas econômicas devem ser criadas e ampliadas sempre que a empresa apresentar bons faturamentos e algum lucro. Nesse caso, uma porcentagem desses ganhos deve ser guardada para o fundo de emergência da clínica.

Quanto maior esse fundo for em valores, melhor. No entanto, ele não precisa ter somas absurdas de dinheiro.

A sua finalidade principal é de uso em despesas inesperadas, crises, compensação de prejuízos baixos para continuar a operação. Também pode ser utilizada para despesas sazonais, como pagamento de 13º salários por exemplo.

E como estamos falando sobre a gestão financeira para clínicas médicas, as reservas de emergência também podem e devem ser usadas para adquirir equipamentos médicos que pararem de funcionar antes do tempo.

O mesmo vale para materiais básicos que, por conta de uma alta demanda de atendimentos, acabam muito antes da data na qual o fornecedor fará entregas, os quais a clínica simplesmente não pode ficar sem por alguns dias.

Destine sempre uma parte dos ganhos para investimentos que promovam um crescimento expansivo da clínica

Uma clínica pode ser considerada como uma empresa prestadora de serviços.

E diferente de um empreendimento baseado nas vendas de produtos, aumentar seus ganhos em saltos é mais complicado.

Resta então aumentar o potencial de atendimento da clínica para elevar seus ganhos.

Isso pode ser feito ampliando as instalações do estabelecimento, ou seja, expandindo o tamanho da clínica para atender mais pessoas.

Também é possível expandir o atendimento por meio da contratação de profissionais médicos com especialidades que a clínica ainda não tem.

Assim, a variedade de opções de tratamento é ampliada em um só lugar, o que torna a clínica mais atrativa e com potencial de ganhos maiores.

Mas, para que qualquer uma das práticas acima seja possível, o encarregado pela gestão financeira terá de continuamente destinar recursos para investir nesse crescimento.

Isso pode ser feito através de contração de crédito, ou seja empréstimos.

Ou, o que é mais recomendável, por meio da separação de parte dos recursos ganhos na empresa para esses investimentos.

Algo como uma reserva para expansão e crescimento da empresa. Que permita que o negócio prospere sem prejudicar as contas da clínica.

Agora que já sabe como gerir sua clínica, entenda mais sobre a administração de um modo geral

Se você não se contenta apenas em saber gerir as finanças da sua empresa, clínica médica…

E deseja expandir seus conhecimentos para entender mais sobre como administrar um negócio na área da saúde, faça o seguinte.

Leia agora um conteúdo completo e exclusivo sobre administração na prática.

Nele você encontrará dicas e conhecimentos que que podem melhorar bastante a gestão da sua clínica.

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